18 . set . 2017 Bem Estar  

O bem-estar na empresa começa com alimentação

bem-estar na empresa

Sabe-se que a alimentação é peça chave na qualidade de vida. Uma alimentação adequada do ponto de vista nutricional proporciona ao corpo os “combustíveis” adequados para realização das tarefas diárias, determinando uma maior produtividade, disposição e saúde. Não deixe de conferir nossas dicas para equilibrar a vida profissional e atingir o bem-estar na empresa com uma alimentação saudável.

As pessoas costumam passar a maior parte de seus dias no seu ambiente profissional e, muitas vezes, a jornada de trabalho intensa acaba refletindo em más escolhas alimentares.

Má alimentação = problema de saúde pública

O desenvolvimento econômico ao longo das últimas décadas fez com que os padrões de alimentação mudassem rapidamente. Essas transformações na alimentação, caracterizadas principalmente pela alta ingestão de alimentos industrializados prontos para consumo, contribuíram para o aumento da frequência de excesso de peso, obesidade, diabetes, pressão alta, doenças do coração, certos tipos de câncer e outras doenças crônicas.

Todo esse cenário tornou-se um problema de saúde pública. Doenças que antigamente afetavam pessoas com idade mais avançada atingem agora todas as faixas etárias, comprometendo gastos públicos e privados com saúde.

O último estudo divulgado pelo Ministério da Saúde revelou que o excesso de peso entre os brasileiros cresceu 26,3% nos últimos dez anos, atingindo mais da metade da população em 2016. A obesidade cresceu 60% no mesmo período, atingindo praticamente um entre cada cinco adultos. E, seguindo o mesmo padrão, a incidência de doenças crônicas também subiu de forma alarmante, prejudicando a qualidade de vida de 57,7% dos homens e de 50,5% das mulheres no Brasil.

O brasileiro (e grande parte da população mundial) está se alimentando de forma errada, com muitas calorias, mas poucos nutrientes. Biscoitos recheados, salsichas, sanduíches, pizza, refrigerantes, entre outros alimentos, tomaram o lugar do arroz, feijão, das frutas, verduras e legumes no prato.

Todo esse hábito é explicado não só pelo crescimento da indústria alimentícia, que aconteceu com o desenvolvimento tecnológico e o fenômeno da globalização, mas também pela mudança de estilo de vida das pessoas, isto é, pela mudança de comportamento. Com um estilo de vida agitado, fora de casa, as pessoas comem muitas vezes em pé e com pressa, mexendo no celular ou em frente à televisão – sem atenção.

Comer tornou-se muito mais que uma maneira de nutrição

Atualmente, comer é acima de tudo fonte de prazer! Ninguém quer comer uma comida sem sabor, mesmo que seja nutritiva para o corpo. Alimentos ricos em sal, gordura e açúcar, como os industrializados já citados, são naturalmente mais atrativos para o paladar, têm mais aromas e sabores, químicos ou naturais. Em contrapartida são desequilibrados do ponto de vista nutricional, o que compromete a energia, a disposição, a balança, a autoestima e a saúde.

A alimentação também está ligada ao nosso emocional e não é incomum surgirem sentimentos negativos relacionados à alimentação, que por sua vez podem resultar em compulsões maiores e agravar ainda mais o problema.

O “efeito sanfona” é um exemplo desse desequilíbrio na alimentação e é muito conhecido por praticantes de dietas da moda. Na ânsia de emagrecer, muitas vezes movidas pela culpa, as pessoas fazem restrições alimentares absurdas, emagrecem num curto período de tempo, mas não conseguem manter a dieta, ganhando todo peso de volta e até mais do que perderam. Essa instabilidade de peso faz muito mal para o corpo e para a mente.

Fuja dos padrões, faça escolhas corretas para alcançar o bem-estar

Por tudo isso, a promoção da alimentação adequada e saudável é braço essencial da promoção ao bem-estar pessoal e no trabalho. Comer não se limita a matar a sensação física de fome, mas a fazer escolhas alimentares de qualidade, com consciência, aliando saúde e prazer. Assim, o acompanhamento com nutricionista, profissional capacitado a fornecer informações confiáveis em alimentação, seja individual ou coletivo, viabiliza melhores escolhas e melhores condições de saúde para as empresas e seus profissionais.

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira /Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2014. 156 p.

SBEM – Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Ministério da Saúde: Vigitel 2016 [notícia]. Disponível em: <https://www.endocrino.org.br/minsterio-da-saude-divulga-dados-do-vigitel-2016/> Acesso em: 26 de abril de 2017.

Letícia Watanabe Ribeiro

Nutricionista | CRN 3-41511

Formada em nutrição pela Universidade de São Paulo desde 2014 e coleta mais de três anos de experiência na área, atuando na reeducação alimentar em empresas que procuram aumentar seu desempenho com a mudança de cultura.

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