20 . nov . 2018 Comportamento Alimentar  

Comer intuitivo: 10 princípios que transformam sua relação com a comida!

Comer intuitivo: transforme sua relação com a comida!

Comer intuitivo, você faz ideia do que seja isso?

Esta é uma abordagem criada em 1995 pelas americanas Evelyn Tribole e Elyse Resch, que visa integrar corpo, mente e comida. O comer intuitivo ensina as pessoas a terem uma relação saudável com a comida, se tornarem mestres de seus próprios corpos e serem menos influenciadas por fatores externos, como crenças alimentares, mídias sociais, dietas e padrões de beleza.

A proposta do comer intuitivo é baseada em 3 pilares:

  • Permissão incondicional para comer, sem julgar os alimentos como bons ou ruins.
  • Comer para atender às necessidades fisiológicas e não emocionais.
  • Confiança nos sinais internos de fome e saciedade para guiar quando e quanto comer.

10 Princípios do Comer Intuitivo

Esses pilares são trabalhados através de 10 princípios:

1. Rejeitar a mentalidade de dieta

Abandonar o ato de estar de dieta é essencial para comer de forma intuitiva, ouvindo o seu corpo. Dietas podem bagunçar os sinais de fome e saciedade, favorecer exageros alimentares e serem um gatilho para transtornos alimentares e compulsão.

2. Honrar a fome

Perceber os sinais de fome, como ‘’ronco na barriga’’, perda de energia, irritabilidade, desatenção e atender a estes sinais, comendo. Ao contrário do que muita gente pensa, sentir fome não é errado. A fome é só um sinal fisiológico do corpo, assim como o sono, por exemplo. E como todo sinal fisiológico, deve ser respeitado.

3. Fazer as pazes com a comida

Não classificar os alimentos como bons ou ruins, permitidos ou proibidos, uma vez que a privação pode intensificar à vontade por estes alimentos e acarretar em exageros alimentares ou compulsão. Ao acabar com as regras externas, é possível escolher os alimentos de forma neutra e a probabilidade de descontrole alimentar diminui.

Leia também: Você sente culpa ao comer? Cuidado!

4. Desafiar o policial alimentar

Eliminar a voz interna que avalia se você está cumprindo a dieta, ou que diz que você é uma pessoa ‘’ruim’’ porque comeu um pedaço de bolo. A culpa não ajuda a melhorar a relação com a comida.

5. Sentir a saciedade

Aprender a ouvir o sinal de saciedade, a comer quando ainda estiver com fome e a parar de comer quando estiver confortavelmente cheio. Pratique esse exercício parando de comer por um instante no meio da refeição e percebendo este sinal.

6. Descobrir o fator satisfação

Muitas vezes ao buscar continuamente o emagrecimento a alimentação perde um fator muito importante que é a satisfação ao comer. Porém, comer com satisfação propicia uma maior prazer e percepção da saciedade, e, portanto, a propensão em ingerir uma quantidade menor de comida.

7. Lidar com as emoções sem usar a comida

É fato que culturalmente existe uma conexão muito forte entre comida e sentimentos, porém é preciso encontrar outras formas de conforto e distração para além da comida. Além disso, o comer em resposta às emoções não só não resolverá os problemas como ainda irá criar outros.

8. Respeitar seu corpo

Compreender que cada genética é única e que não existe uma forma corporal certa. Algumas coisas não podem e não precisam ser mudadas.

9. Exercitar-se sentindo a diferença

Mudar o foco para como você se sente e o bem-estar que o exercício proporciona ao invés de quantas calorias você gasta. É preciso manter o corpo em movimento, porém, acordar somente para queimar calorias pode ser algo nada estimulante.

10. Honrar a saúde – praticar uma nutrição gentil

O conhecimento nutricional deve ser utilizado de forma flexível para lhe ajudar a fazer escolhas que atendam suas necessidades físicas, sociais e culturais.

Se identificou com a abordagem do comer intuitivo?

Então, que tal praticar os princípios na hora de se alimentar? Coma intuitivamente e transforme a sua relação com a comida!

Referências

GRUPO ESPECIALIZADO EM NUTRIÇÃO E TRANSTORNOS ALIMENTARES – GENTA. Comer intuitivo, 2012. Disponível em: http://gentabrasil.blogspot.com/2012/08/comer-intuitivo-intuitive-eating.html. Acesso em 09/10/18.

EU VEJO. FIGUEIREDO, Manoela. Honrar a fome? Como assim? 2018. Disponível em: http://www.euvejo.vc/comer-intuitivo/. Acesso em 09/10/18.

Raquel Gaetani Nutricionista

Raquel Gaetani

Nutricionista | CRN 3-51512

Formada desde 2015 em Nutrição e Metabolismo pela Universidade de São Paulo (USP), especialista em Saúde da Família e Comunidade pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pós-graduanda em Comportamento Alimentar.

Apaixonada pela nutrição e pela cozinha, acredito na transformação da relação das pessoas com a comida. Por isso trabalho a alimentação para além de seu papel biológico de nutrir o corpo, mas principalmente considerando seus aspectos culturais, sociais e psicológicos.

Busco reaproximar as pessoas dos alimentos, da comida de verdade e do ato de cozinhar, incentivando uma alimentação equilibrada e prazerosa.

Acredito em uma nutrição gentil, que ofereça um cuidado verdadeiro, proporcionando sintonia entre corpo e mente através da reeducação alimentar, percepção corporal e desenvolvimento da autonomia. Uma nutrição que segue na contramão do nutricionismo e terrorismo nutricional que encontramos hoje em dia.

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