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14 . maio . 2019 Prevenção e Saúde  

Dieta para Cálculo Renal: 13 dicas para prevenir as pedras nos rins através da alimentação

O que é, o que é? Quem já teve não esquece a dor que é e quem não teve paga para não ter. Acertou quem respondeu PEDRA NOS RINS! Sabia que a alimentação é a principal forma de prevenir as pedras? Vem que a gente te conta como é a dieta para cálculo renal, para você prevenir as pedras nos rins!

O que é o cálculo renal?

A nefrolitíase ou cálculo renal, atinge cerca de 10% da população (mais comum nos homens entre 30 e 40 anos) e sua incidência tem aumentado juntamente com outros problemas relacionados a alimentação como obesidade, hipertensão e diabetes.

As crises de cálculos renais costumam causar dor muito intensa e certamente quem já teve, não quer passar por isso de novo. Porém, a taxa de recorrência da doença é alta: cerca de 50% dos indivíduos voltar a ter pedra nos rins em 5 anos, se não for feito tratamento adequado.

Vários fatores influenciam na formação de cálculos renais:

  • Idade
  • Sexo
  • Genética
  • Distúrbios metabólicos
  • Infecção urinária de repetição
  • Uso de medicamentos (aciclovir, sulfadiazina e indinavir)
  • Hipertensão, diabetes e obesidade
  • Alimentação

Desses fatores, a alimentação é aquele que podemos controlar, e impacta diretamente nas três doenças citadas acima: hipertensão, diabetes e obesidade.

Antes de ver quais os cuidados nutricionais necessários, vamos ver quais os tipos de pedras que podem se formar? 

Os Tipos de cálculos renais

A composição da urina depende muito da alimentação de cada indivíduo, sabemos que a alimentação rica em sódio, proteínas de origem animal e bebidas com açúcar aumenta a excreção de cálcio, ácido úrico, oxalato e fósforo, favorecendo assim a formação de cálculos renais.

A maioria dos pacientes (75-80%) apresentam cálculos de cálcio, sendo que a maioria destes compostos são de oxalato de cálcio e com menor frequência o fosfato de cálcio.

Outros tipos incluem cálculos de ácido úrico, fosfato de amônio magnesiano e cistina.

Apesar dessa variedade, uma mesma pessoa pode ter mais de um tipo diferente de cálculo. Se possível, é importante investigar a composição das pedras para determinar a melhor conduta nutricional.

Quais os sintomas dos cálculos renais?

  • Dor ou queimação ao urinar
  • Cólica renal
  • Urina rosada
  • Náuseas e dores abdominais

Dieta para Cálculo Renal: o que devo monitorar na alimentação?

Primeiro de tudo: tenha uma alimentação balanceada, com frutas, verduras, legumes, carboidratos integrais e proteínas magras.

Uma alimentação balanceada ajuda a absorver corretamente o cálcio, evita o excesso de ácido úrico e controla devidamente os minerais que sobrecarregam os rins.

13 dicas alimentares que vão te ajudar a evitar a formação de cálculos renais

  1. Cuidado com o excesso de proteína (carnes, ovos, laticínios): Siga sempre a recomendação do seu nutricionista. Dietas da moda muitas vezes são desbalanceadas em proteínas e podem agravar a doença.
  2. Diminua a ingestão de alimentos ricos em purinas, como caldos de carne em tabletes, miolo, fígado, língua, rim, patê, sardinha, arenque, bacalhau carne de boi, vitela, bacon, cabrito, carneiro, truta, ovas de peixe, mexilhão, galeto, peru, porco, coelho, pato e ganso
  3. Deixe o feijão e outras leguminosas de molho antes de cozinhar. O molho quebra o ácido fítico (que interfere na absorção do cálcio, podendo formar os cristais)
  4. Aumente o consumo de água! Pegue o seu peso e multiplique por 30. Agora, tome no mínimo esse valor em ml de água por dia (no mínimo 30 ml/Kg de peso). E fique de olho na cor da sua urina: ela deve ser bem clarinha no final do dia. Se estiver muito amarela indica que está muito concentrada, aumentando o risco de formar cálculos.
  5. Aumente o consumo de magnésio! Você encontra ele nas frutas e cereais integrais.
  6. Reduza o consumo de sal e de sódio: Reduza a adição de sal nas preparações e também fique de olho no sódio presente nos alimentos industrializados!
  7. Dê preferência a temperos naturais, evite os industrializados! Leia também: Temperos Industrializados: Por que substituí-los?
  8. Não há necessidade de retirar os alimentos ricos em cálcio. Consuma de acordo com a recomendação (2 a 3 porções ao dia)
  9. Evite alimentos ricos em oxalato! (tem uma lista mais abaix0)
  10. Aumente o consumo de frutas, legumes e verduras (ricos em citrato)
  11. Evite o consumo de bebidas alcoólicas
  12. Consuma sucos de laranja e limão sem açúcar (ricos em citrato)
  13. Evite suplementos de vitamina C

Quais alimentos são ricos em oxalato?

  • café
  • chá mate e chá preto
  • refrigerantes
  • espinafre
  • nozes e amendoim
  • frutos do mar
  • beterraba
  • cacau em pó e chocolate ao leite
  • gérmen de trigo
  • quiabo
  • manjericão

E o chá de quebra-pedra?

A erva Phyllantus niruri, mais conhecida como quebra-pedra, ao contrário do que sugere o nome, não age quebrando as pedras em si! O chá dela pode facilitar a eliminação e prevenir a formação delas. Mas atenção, procure um nutricionista para fazer uma avaliação antes de tomar!

Dieta para Cálculo Renal: Exemplo de cardápio pobre em oxalatos e sódio

  • Café da manhã: Pão integral com geleia sem açúcar ou patê de ricota + vitamina de leite desnatado com fruta
  • Lanche da manhã: Fruta
  • Almoço: Arroz integral + 1 concha de feijão + 1 porção média de carne, frango ou peixe + salada de folhas verdes com cenoura ralada + suco de laranja sem açúcar
  • Lanche da tarde: Iogurte desnatado + granola ou aveia
  • Jantar: Macarrão integral com molho vermelho natural + salada de couve-flor e brócolis cozidos no vapor

5 Trocas alimentares que ajudam a prevenir a formação de cálculos renais

TROQUE: POR:
Temperos industrializados prontos Temperos naturais frescos e secos
Refrigerantes Sucos de laranja e limão naturais
Café Água saborizada
Chá mate Chás claros
Barra de chocolate Banana com canela e aveia

Comece a seguir as dicas da dieta para cálculo renal e começar agora mesmo a prevenir!  E aí, você tem alguma experiência com pedras no rim? Pode compartilhar com a gente!

Quer saber porque deixar o feijão de molho? A nutri Mirelli te conta!

Referências

BRASIL, UFRGS. Litíase Renal. Disponível em: https://www.ufrgs.br/telessauders/documentos/protocolos_resumos/resumo_litiase_renal_TSRS.pdf. 05/12/2017.

BOIM, MIRIAN.; HEILBERG, ITA.P.; SCHOR, NESTOR. Phyllanthus niruri as a promising alternative treatment for nephrolithiasis. International Brazilian Journal of Urology, 2010. p.36, n.6, p.657-664.

NERBASS, FABIANA. Orientação dietética e litíase renal. Scielo, Joinville, v.36, n.4, 15/10/2014.

VILLELA, Nilze, ROCHA, Raquel. Manual básico para atendimento ambulatorial em nutrição. Salvador: EDUFBA, 2008. 120 p. ISBN 978-85-232-0497-6.

elisa yumi nutricionista

Elisa Yumi Koyama da Silva

Nutricionista | CRN 3-47046

Acredita que o respeito à cultura alimentar e a abordagem comportamental são fundamentais para o acompanhamento nutricional. Afinal, o que comemos diz muito sobre quem somos e sobre nossa história. Defende que a relação entre nutricionista e paciente deva ser de construção conjunta e o nutricionista apenas um facilitador das conquistas que estão dentro de cada um.

“Poder trabalhar empoderando as pessoas e promovendo saúde e bem-estar é muito gratificante, principalmente ao ampliar a alimentação para os aspectos psicológicos, emocionais e sociais.”

Dá muita importância ao resgate do prazer em comer, ao respeito ao corpo e à autonomia dos indivíduos sobre suas escolhas alimentares. Acredita que o papel do nutricionista é muito bonito ao ampliar o real significado da alimentação a quem tem diferentes objetivos nutricionais!

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Giana M. Ross Toledo Nutricionista

Giana M. Ross Toledo

Nutricionista | CRN 8-1385

Formada em Nutrição pela Universidade Filadélfia de Londrina (UNIFIL) desde 2000 e pós-graduanda em Gestão de Qualidade de Alimentos pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) desde 2002.

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