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Livre de Bisfenol A/BPA: Esses produtos são realmente seguros?

Livre de Bisfenol A/BPA: Esses produtos são realmente seguros?

Você com certeza já viu por aí a etiqueta “produto livre de Bisfenol A/BPA”, né? Mas você sabe do que se trata? E será que esses produtos são realmente seguros? Vamos tirar essas dúvidas!

O que é o Bisfenol A (BPA)?

O Bisfenol A (BPA) é um produto químico utilizado na fabricação de alguns plásticos incluindo garrafas de água, mamadeiras, tampas e recibos de papel, além de presente na resina de epóxi, usada em forros de lata de alumínio.

Várias organizações de saúde, pesquisadores e agências governamentais se posicionam de forma divergente em relação à segurança do BPA para os seres humanos ou sobre o nível de exposição tolerado.

Quais os danos do Bisfenol A (BPA) para nossa saúde?

Os possíveis danos do BPA são relacionados a alteração dos sistemas hormonais do corpo por agir de forma similar ao estrogênio e hormônios da tireoide, sendo associado à infertilidade, modificações no desenvolvimento de órgãos sexuais, endometriose e diversos tipos de câncer. Em especial quando esta exposição ocorre durante a via intrauterina ou entre crianças de até 1 ano de idade.

É por isso que a partir de 2010 a marca Tupperware passou a vender somente itens sem BPA e que, por precaução, o Brasil em 2012 proibiu a fabricação e importação de mamadeiras que contenham BPA, dada a maior susceptibilidade das crianças a este composto.

Produto Livre de Bisfenol A/BPA é realmente seguro?

Estudo recente realizado por pesquisadores da Universidade Texas demonstrou que mesmo os plásticos livres de BPA e produtos químicos usados como substitutos do BPA, liberam substâncias químicas com atividade estrogênica.

Verificou-se também que a atividade estrogênica destes substitutos do BPA foi aumentada quando os produtos foram expostos ao calor, como luz UV/micro-ondas, água fervente e lava louças.

E agora? O que eu faço, nutri?

Enquanto não temos resultados conclusivos sobre os efeitos do BPA e seus substitutos, a recomendação é evitar, sempre que possível, o manuseio de produtos e armazenamento de alimentos em recipientes plásticos.

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5 dicas para diminuir a exposição ao BPA

  1. Limite o consumo de comidas enlatada;
  2. Não coloque comida no micro-ondas em recipientes plásticos;
  3. Diga não aos recibos (do cartão de crédito, do mercado, do banco) quando possível;
  4. Prefira armazenar alimentos e bebidas em recipientes de vidro e evite usar pratos, copos e outros utensílios de plástico no dia a dia;
  5. Caso utilize embalagens plásticas não escolha aquelas que tenham os símbolos de reciclagem (triângulo) com o número 7 no seu interior. Este número geralmente representa plásticos feitos de policarbonato, que possuem maiores quantidades de BPA.
Referências

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGIÂNCIA SANITÁRIA – ANVISA. Bisfenol A. Disponível em: <http://portal.anvisa.gov.br/alimentos/embalagens/bisfenol-a>. Acesso em 17/09/18.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA E MATEBOLOGIA – SBEM. Bisfenol A. 2011. Disponível em: <https://www.endocrino.org.br/bisfenol/>. Acesso em 17/09/18.

JADE, Kathleen. Is Tupperware BPA-Free? What You Should Know About Plastics and Food Safety. Setembro, 2018. Disponível em: <https://universityhealthnews.com/daily/nutrition/is-tupperware-bpa-free/>. Acesso em 17/09/18.

JADE, Kathleen. BPA-Free Plastics Get Canned. Janeiro, 2016. Disponível em: < https://universityhealthnews.com/daily/nutrition/bpa-free-plastics-get-canned/>. Acesso em 17/09/18.

Raquel Gaetani Nutricionista

Raquel Gaetani

Nutricionista | CRN 3-51512

Formada desde 2015 em Nutrição e Metabolismo pela Universidade de São Paulo (USP), especialista em Saúde da Família e Comunidade pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pós-graduada em Comportamento Alimentar.

Apaixonada pela nutrição e pela cozinha, acredito na transformação da relação das pessoas com a comida. Por isso trabalho a alimentação para além de seu papel biológico de nutrir o corpo, mas principalmente considerando seus aspectos culturais, sociais e psicológicos.

Busco reaproximar as pessoas dos alimentos, da comida de verdade e do ato de cozinhar, incentivando uma alimentação equilibrada e prazerosa.

Acredito em uma nutrição gentil, que ofereça um cuidado verdadeiro, proporcionando sintonia entre corpo e mente através da reeducação alimentar, percepção corporal e desenvolvimento da autonomia. Uma nutrição que segue na contramão do nutricionismo e terrorismo nutricional que encontramos hoje em dia.

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