23 . jul . 2018 Programa de Qualidade de Vida  

O gigante impacto das doenças crônicas para as empresas

O gigante impacto das doenças crônicas para as empresas

Nas últimas décadas, com a urbanização da população, industrialização e a evolução tecnológica, acontece a transição epidemiológica. Ela é definida como a redução dos casos de doenças infectocontagiosas e, consequentemente, aumento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), que passaram a liderar as causas de óbito no país. Já estamos começando a ver o impacto das doenças crônicas para as empresas, e é sobre esse assunto que vamos tratar hoje.

Quais são as principais Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT)?

As principais doenças crônicas Não Transmissíveis são:

  • Diabetes;
  • doenças cardiovasculares;
  • câncer;
  • doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e;
  • obesidade.

Problema de saúde pública global

Segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS), a obesidade configura-se como um problema de saúde pública mundial e segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), as DCNT são a maior causa de morte em todo o mundo.

O gigante impacto das doenças crônicas para as empresas

O estilo de vida atual da população é o principal culpado.

Os hábitos de vida estão baseados em uma alimentação inadequada, com consumo de alimentos de alto valor calórico, ultraprocessados e que não agregam valor nutricional.

Além disso, o sedentarismo, sobrecarga de trabalho, estresse, tabagismo e o uso nocivo do álcool influenciam negativamente no surgimento das DCNT, doenças essas que geram um grande impacto na produtividade e no crescimento das empresas.

Obesidade em alta

Conforme dados da “Vigilância de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico” (VIGITEL), no período de 2008 a 2014, a obesidade em beneficiários de planos de saúde aumentou de 12,7% para 16,8%.

A prevalência de obesidade dos homens é sempre superior à das mulheres. Destaca-se também o alarmante número de cirurgias bariátricas, que cresceu em 20% por mil beneficiários.

Produtividade e clima nas empresas em baixa

Levando esses dados em conta, o aumento da prevalência das doenças crônicas não transmissíveis apresenta um impacto negativo no ambiente de trabalho.

Quando as pessoas adoecem, o número de faltas não programadas (absenteísmo) do empregado aumenta, por consequência ocorre perda da produtividade. Sempre bom lembrar também que o custo do tratamento dessas doenças é bem elevado para o sistema de saúde.

Como minimizar o impacto das doenças crônicas para as empresas?

É necessário que as organizações busquem mensurar o número de fatores de riscos na população de funcionários da empresa, com foco em conhecê-los e mapeá-los. Estabelece-se a premissa de que o maior cuidado deverá ser direcionado à população de baixo risco, uma vez que, se não controlado, irá compor futuramente a população de médio e alto risco. Os reflexos das ações serão percebidos na redução dos custos e para evitar perdas de produtividade.

Estudos realizados nos últimos anos comprovaram que a hipertensão arterial e o pré-diabetes impactam negativamente na produtividade, consequentemente, afetam a sustentabilidade no mercado e as estratégias para equalizar as finanças das empresas.

Dessa forma, a utilização de programas e políticas eficazes de saúde no local de trabalho pode reduzir os riscos do desenvolvimento das doenças crônicas, bem como contribuir para o controle das mesmas dentro da empresa.

Dessa forma, controla-se os riscos, gera-se um ambiente de trabalho saudável e contribui-se para manutenção da saúde e melhor qualidade de vida dos colaboradores.

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Referências

Hyeda. Adriano. Costa. ESM. A relação entre a ergonomia e as doenças crônicas não transmissíveis e seus fatores de risco. Rev Bras Med Trab. Vila Velha. ES.2017. v.15, n.2, p:173-81.

Ministério da Saúde. A Vigilância, o controle e a prevenção das Doenças Crônicas Não Transmissíveis. DCNT no contexto do sistema único de saúde brasileiro. Brasília. 2005. Disponível em: < http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/DCNT.pdf>.

Ogata. AJN, et al. Temas Avançados em Qualidade de Vida. Inovação para a saúde, qualidade de vida e segurança nas empresas brasileiras. Londrina: 2017. V. 6. Edição especial. p.1-289.

Mirelli Dantas Andrade

Nutricionista | CRN 3-41051

Formada em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo desde 2013, especializada em Nutrição Esportiva pela Faculdade Integrada AVM desde 2015 e em Informática em Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) desde 2016. Possui aprimoramento profissional em nutrição clínica pela Faculdade de Saúde Pública – USP. Atua como consultora de Nutrição, oferecendo hábitos mais saudáveis para que a qualidade de vida e produtividade seja prioridade para empresários.

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