23 . nov . 2018 Maternidade  

APLV: sintomas e tratamentos da alergia à proteína do leite de vaca

APLV sintomas e tratamentos da alergia à proteína do leite de vaca

As alergias alimentares são cada vez mais comuns na população infantil. Elas são provocadas pela reação do organismo a algum componente presente nos alimentos. A alergia à proteína do leite de vaca, conhecida como APLV, é a alergia alimentar mais comum durante a infância. Saiba sobre a APLV sintomas e tratamentos, e quais ingredientes e alimentos que não podem ser consumidos por pessoas com APLV.

APLV: comum entre os bebês

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 3% das crianças no primeiro ano de vida são diagnosticadas com esse tipo de alergia.

Como o organismo das crianças ainda não está completamente formado, o contato com a proteína do leite pode causar a alergia, sendo que o leite de vaca é o principal causador de alergias alimentares em crianças, pois além de ser bastante consumido, é um alimento muito alergênico.

Quando a APLV pode surgir?

Na maioria dos casos, a alergia surge quando a criança começa a consumir o leite de vaca e seus derivados.

Porém, é importante observar que bebês que possuem a alergia podem ter os seus primeiros sintomas ainda durante o período de aleitamento materno exclusivo. Isso acontece devido a alimentação da mãe, que consome leite e seus derivados. Assim, a proteína do leite de vaca passa para a criança através da amamentação.

APLV Sintomas que as crianças podem apresentar

Os sintomas encontrados na APLV podem ser leves, ou podem ser reações mais graves.

Os principais sintomas encontrados são:

  • Dermatite atópica moderada e grave (descamação e ressecamento da pele, com ou sem surgimento de feridas)
  • Asma
  • Refluxo
  • Inflamação do esôfago (esofagite)
  • Inflamação do estômago (gastrite)
  • Diarréia
  • Vômito
  • Dor abdominal
  • Baixo ganho de peso e crescimento

Por isso, se houver uma simples suspeita de APLV, o bebê deve ser encaminhado imediatamente ao pediatra para que seja feito o diagnóstico correto e, caso confirmado, já se dê início ao tratamento.

Como é feito o Tratamento da APLV?

Até o momento, a única forma eficaz de tratamento da APLV é excluir totalmente da dieta alimentos que possuem a proteína do leite.

A atenção com todos os alimentos consumidos é fator fundamental, pois até uma pequena quantidade de um alimento que contenha a proteína pode causar a reação alérgica.

No caso dos bebês em aleitamento materno exclusivo, para que a amamentação não seja interrompida, o ideal é que a mãe faça uma dieta restrita dos alimentos que contenham a proteína do leite de vaca.

Algumas vacinas orais para tratamento das alergias alimentares estão em estudos.

A alergia à proteína do leite tem cura?

Na maioria dos casos, os bebês voltam a tolerar a proteína conforme seu organismo se torne mais maduro. Estudos mostram que cerca de 80% das crianças têm a alergia resolvida entre três e cinco anos de idade.

Mas, vale ressaltar que, mesmo que a alergia seja solucionada, a reintrodução de alimentos que contenham a proteína do leite deve ser supervisionada pelo médico e o nutricionista da criança.

Lista de Ingredientes e alimentos que não podem ser consumidos por pessoas com APLV

Para as pessoas que possuem APLV ou mães que estão investigando a alergia das crianças, é fundamental a leitura prévia dos rótulos de todos os alimentos, já que muitas vezes a proteína do leite pode estar descrita de outras formas ou embutida em diversas preparações que levam leite.

Segue lista de alimentos ou ingredientes que não podem ser consumidos por pessoas com APLV:

  • Nata
  • manteiga
  • margarina
  • queijo
  • requeijão
  • cremes de queijo
  • Petit suisse
  • Iogurtes
  • coalhada
  • Bebida láctea
  • Leite de vaca (todos os tipos: integral, desnatado, semi-desnatado, evaporado, reconstituído, fermentado, condensado, em pó, fluido, desidratado, maltado, sem lactose)
  • creme de leite
  • soro do leite
  • manteiga Ghee (clarificada)
  • cream cheese
  • molhos brancos
  • doce de leite
  • chantilly
  • pudim de leite
  • sorvete
  • Lactoalbumina
  • Lactoglobulina
  • Fosfato de lactoalbumina
  • Lactoferrina
  • Lactulose
  • Caseína
  • Caseína Hidrolisada
  • Caseinato de cálcio

Você conheceu mais sobre a APLV sintomas e tratamentos da alergia à proteína do leite de vaca, porém não deixe de procurar um médico ou nutricionista.

Referências

Araújo OD, Cunha AL, Lustosa LR, et al. Aleitamento materno: fatores que levam ao desmame precoce. Rev Bras Enferm 2008;61(4):488-92.

Borges, W, et al. Alergia alimentar: uma abordagem prática. Departamento de Alergia e Imunologia da Sociedade Brasileira de Pediatria São Paulo: SBP, 2016

Giacomello A, Schimidit MI, Nunes MAA, Duncan BB, Soares RM, Manzolli P, et al. Validação relativa de Questionário de Freqüência Alimentar em gestantes usuárias de serviços do Sistema Único de Saúde em dois municípios no Rio Grande do Sul, Brasil. Rev Bras Saude Mater Infant 2008; 8(4):445-54 .

Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para crianças menores de dois anos: um guia para o profissional da saúde na atenção básica / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. 2ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2010.

Sociedade Brasileira de Pediatria. Obesidade na infância e adolescência – Manual de Orientação / Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento Científico de Nutrologia. 2ed. São Paulo: SBP, 2012. 142 p.

PINOTTI, Renata. Guia do bebê e da criança com alergia ao leite de vaca- Ed AC Farmacêutica, 2013.

Nutricionista Maíra Mageste

Maíra Mageste

Nutricionista | CRN 6-23814

Acredita que o atendimento nutricional individualizado e humanizado são a chave para o adequado tratamento dos seus pacientes. Atualmente a nutrição e alimentação são temas cada vez mais presentes, sendo transmitidos e captados pela população de todas as formas, já que as informações estão mais acessíveis e a ciência em constante evolução.

“Trazer o conhecimento amplo e realista sobre o comportamento alimentar em meio a um mundo de informações que muitas vezes geram terrorismos nutricionais, tem se tornado meu grande objetivo profissional”.

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